segunda-feira, 24 de dezembro de 2007

Ode ao dia 26

Sabe aqueles dias que mal começam e você já queria que fosse o dia seguinte?
Hoje não é um deles... Pelo menos não na totalidade da explicação aí de cima...
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O dia 24 de dezembro é um dos dias que não deviam começar mas que mesmo assim você não deseja que chegue o dia seguinte...
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Os momentos bons (melhor no singular), o único momento bom entre o dia 24 e 25 é exatamente aquela parte em que as "comemorações" do dia 24 acabaram e as do dia 25 propriamente ditas não começaram...
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De resto o melhor dia ainda é o 26.

domingo, 23 de dezembro de 2007

Sobre o nada (mesmo)

Ohh, can't anybody see
We've got a war to fight
Never found our way
Regardless of what they say...
(Roads - Portishead)
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Quando não tenho mais tempo e nem mais paciência para respirar a inspiração me falta...

sexta-feira, 21 de dezembro de 2007

Fim de ano

Acho que a maioria das coisas que escrevo aqui só fazem sentido prá mim... É que na verdade eu escrevo sobre "coisas". E ponto.
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Na minha opinião todas as musiquinhas de Natal são irritantes... Mas tem uma em especial que além de me irritar me deixa deprimida...
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"Então é Natal, e o que você fez? O ano termina, e nasce outra vez."
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Essa é uma música cruel... Não bastasse ela te lembrar de datas totalmente hipócritas, e para mim muito tristes, ela ainda fica te questionando!
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Tá, a música não seria tão deprimente se todos os Natais e viradas de ano fossem felizes (para todo mundo) e se você tivesse de repente achado a cura pra Aids ou algo assim...
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Isso soa como uma cobrança... E não satisfeito em soar como cobrança a gente introjeta esse sentimento! E aí no fim do ano você pensa: Putz, não fiz nada...
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É como se você tivesse a obrigação de fazer coisas reconhecíveis (pelos outros) porque alguém te "deu" o ano pra fazer isso...
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Até queria ter a convicção que a vida é uma dádiva e fazer coisas importantes pelo mundo...
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Mas vou deixar isso pro ano que vem! =D

quarta-feira, 19 de dezembro de 2007

A ética e o conflito

A ética (ou a aula de filosofia): A palavra ética originou-se da palavra ethos, que significa hábito, costume, modo de agir. E nesse sentido todo ser humano é ético...
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Não vou falar aqui das perspectivas filosóficas (e conseqüências das mesmas) sobre a ética, e olha que são muitas...
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Eu: Sabe aquelas coisas que você pensa, e acha que nunca deveria ter pensado? E daí você começa a se sentir culpado? E depois se questiona porque você acha que não deveria ter pensado e porque você se sente culpado? Então, é sobre isso que quero falar...
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E está aí uma das questões que eu queria muito achar respostas (externas e não dolorosas).
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O conflito: Acho que todo mundo tem "segredos inconfessáveis" (e não me refiro à esconder fatos e feitos). Não que sejam ruins, perversos, ou nada do tipo. São só coisas, pensamentos, julgamentos, conceitos, lembranças que você quer guardar só pra você.
O problema surge quando esses segredos começam a entrar em conflito com algumas de suas “convicções”, seus valores... Aí começa a ficar tudo confuso.
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A simples existência dos tais segredos inconfessáveis passa a incomodar. E afinal, eles são inconfessáveis, você não vai falar sobre eles com ninguém.
Seus valores começam a ser questionados. E por momentos isso atormenta também. No fim das contas você não sabe porque diabos você tem segredos, porque diabos eles são inconfessáveis, porque diabos você tem valores e porque diabos você sofre quando os questiona.
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Eu de novo: Já me disseram que ter conflitos éticos internos é bom sinal, sinal da existência de algum tipo de ética. Mas eu particularmente acho isso muito ruim.
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A solução: No final você acaba descobrindo que todo mundo sente isso de uma forma mais ou menos aguda, mais ou menos vezes, e por um ou outro motivo... O fato é que nossos próprios tormentos são sempre os piores... O lado bom é que passar por isso e pensar assim é absolutamente humano.

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Não queria ouvir meus pensamentos...

segunda-feira, 17 de dezembro de 2007

Sobre os blogs

Todo início de post eu tenho um ou outro comentário a respeito de blogs... Acho que ainda estou tentando me convencer do porque fiz um...
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Gosto de ler blogs... E na minha opinião existem dois tipos: aqueles que são diários públicos mesmo e aqueles meio depressivos... (Mas não num sentido restrito, talvez fosse melhor eu dizer intimistas, reflexivos...)
Os diários públicos trazem fatos concretos explicitamente, já os blogs depressivos não.
Acho que a tristeza é um boa motivação pra escrita... Eu particularmente prefiro os blogs depressivos... São mais bonitos...
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Quando se está com os olhos cheios de lágrimas tudo fica meio turvo e brilhante ao mesmo tempo.

domingo, 16 de dezembro de 2007

O processo

Blogs são um espaço onde o privado e o público acabam se confundindo intencionalmente...
Tudo o que se escreve, se pensa, se lê tem uma intencionalidade. E pra mim é sempre a busca de respostas. Às vezes o que acontece é que não se percebe que temos perguntas, mas sempre temos. E sempre estamos em busca de respostas...
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Se estou em busca de respostas? Sempre.
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A dúvida, tenha ela a natureza que for, é dolorosa.
As maiores certezas que temos (construímos) se dão pelo processo inicial da dúvida.
A dúvida traz respostas, e daí vem a hora da escolha. Optar por aquilo que nos parece mais sensato, ou não.
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Conviver com dúvidas todo o tempo é muito ruim... Mas ter certeza o tempo todo faz as coisas ficarem estáticas demais, limita a vida.
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- Me tira daqui!
- Não adianta gritar...
- Me ajuda a fugir!
- Ninguém vai escutar...
- Não aguento mais... Eu não sei a resposta....
(Guantánamo - Engenheiros do Hawaii)

sábado, 15 de dezembro de 2007

Das motivações...

Desde o início de 2006 escrevo quase todos os dias em uma espécie de agenda. É só uma tentativa de poder ter registros palpáveis das coisas que vivi... Uma espécie de busca de sentido pra vida. Não importa. Não pretendo fazer disso aqui uma “agenda pública”. As naturezas são diferentes.
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Há alguns anos assisti a um filme chamado “Beleza Roubada”. Tipo de coisa que não passa na Sessão da Tarde.
Não vou contar aqui o enredo do filme. O que justifica a citação é que neste filme, a protagonista escrevia alguns versos em pedaços de papel e depois os queimava. Achei tão bonito...
É mais ou menos o que justifica a existência disso daqui...
Palavras transformadas em fumaça... Não importa a finalidade, o mais importante é o processo, é sentir...

O início

Ultimamente, leia-se nas últimas 48 horas, estive pensando em publicar um blog...
Uma decisão meio confusa já que na verdade não tenho a intenção de falar sobre a existência disso aqui para ninguém.* E porque estou fazendo isso exatamente em um período que estou revendo essa coisa de guardar lembranças, pensamentos...
Isso é mais um grito silencioso.
Ou na verdade seja apenas uma tentativa de furto... Tenho vontade de roubar coisas que outras pessoas já escreveram porque às vezes é exatamente aquilo que eu sinto, que eu penso, ou não.
O fato é que tenho várias hipóteses pras pessoas que escrevem e lêem blogs... E ainda não sei em qual me encaixo...
Talvez sejam pedidos quase que anônimos de ajuda... Você joga perguntas e espera que alguém te responda... Ou você tem perguntas e lê várias coisas em busca de respostas...
Talvez seja simplesmente mais um meio para socialização, ou talvez é mais uma forma de afastar as pessoas e ficar sozinho.
Talvez seja o lugar onde você pode não ser você, ou então onde você pode se mostrar como em nenhum outro lugar faria.
Ou talvez as pessoas só gostem de escrever!
Vai saber... Cada um tem um motivo, uma justificativa, pra fazer o que fazem...
Acho que as coisas todas que coloquei acima se misturam um pouco...
Acho que a coisa toda tramita em uma relação de exibicionismo/voyeurismo... Ou não, não é mesmo?
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Bom, esse é o meu primeiro post e talvez o último...
Até porque não sei se vou ter tempo, nem "epifanias" pra ficar escrevendo aqui. Mas como tudo precisa de um começo, aqui está ele.
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O "Minidicionário da língua portuguesa" do ilustríssimo Silveira Bueno (????), não tem uma definição ampla de EPIFANIA. Então aí vai a definição da super confiável Wikipédia:
"Epifania é uma súbita sensação de realização ou compreensão da essência ou do significado de algo. O termo é usado nos sentidos filosófico e literal para indicar que alguém "encontrou a última peça do quebra-cabeças e agora consegue ver a imagem completa" do problema."
Resumindo é como se fosse um: "Eureca!".
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Não importa se a coisa de ter epifanias é muito pretensioso... Só gostei da palavra... Soa engraçado.
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*Quase ninguém... ^^ (É, tinha um asterisco no meio do texto...)