quarta-feira, 30 de dezembro de 2009

Acho que a realidade devia ser algo com pouca significância então.

E novamente, o fim do ano

Tenho uma teoria nova sobre o natal. As pessoas comem para preencher o vazio que sentem.

Você comeu muito?

Eu comi.

Das coisas que eu não entendo


Algumas pessoas acreditam que há um plano maior que explica, que justifica as tragédias.

Não, não há. E mesmo se houvesse, é sempre um plano cruel. Um plano arbitrário onde quem sofre nunca é consultado. Dizem que coisas acontecem para aprendermos algo. Mas ninguém pediu para receber lição alguma.

Não há explicação que faça sentido.

Não é um coração que para de bater. São sonhos e desejos que não serão realizados. Se trata de sonhos que foram compartilhados com outras pessoas. E essas, como ficam agora? Eu sei. Essas pessoas perdem alguns sonhos e em troca ficam com a dor. E a dor nunca passa.

Não, não há plano maior benevolente que justifique isso. Só um plano cruel, vingativo.

Ninguém consegue dar nome ao que nos tornamos quando alguém morre inesperadamente.

Apenas filhos que perdem seus pais sabem o que se tornam. Tornam-se órfãos. Talvez haja um nome porque acreditamos que essa é a ordem natural das coisas. Não é natural, é cruel. Aprendemos a amar alguém desde que nascemos e quando entendemos o valor dessas pessoas, dos nossos pais, elas são tiradas de nós.

Que nome se dá para os pais que perdem seus filhos?

E para as pessoas que perdem um grande amor?

E para as pessoas que perdem seus melhores amigos?

Não há nome que dê significado a essa dor.

...

Mesmo que houvesse um plano maior... Ainda tenho uma vida inteira para sentir saudades.

E dessa dor eu entendo.

domingo, 20 de dezembro de 2009

Queria aprender a falar de mim em terceira pessoa.

segunda-feira, 14 de dezembro de 2009

entre vivre et mourir


...

O que acontece entre o meu despertar e o adormercer parece ser apenas o resto...

...
E agora até mesmo nos sonhos a tristeza conseguiu me encontrar.