terça-feira, 23 de dezembro de 2008

Então é Natal...

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Ah o fim de ano...

Época tão... inspiradora!

Afinal quem não acha a hipocrisia humana divertida?! (Redundância né? "Hipocrisia humana". Enfim...)

O mundo continua o mesmo... Talvez pior...

É. Pior.

E continuamos comendo peru! Muito bom...

Alguns oram, rezam pela paz no mundo, pela fraternidade, até doam cestas natalinas, roupas (usadas), brinquedos (velhos)... E nem precisa ir por aí... Natal é sempre em família! Pelo peru todos nos perdoamos não é mesmo?!

É... Está tudo certo. Fizemos nossa parte!

Agora vamos ao peru!

Talvez essas coisas sejam feitas para garantir a sensação de benevolência entre um natal e outro.

Pelo menos não vai ser tão ruim quando você ouvir a velha canção: "Então é Natal... E o que você fez? Um ano termina e começa outra vez..."

Política demais essa postagem...

Para concluir:

O fato é que a caridade é simplesmente auto-ajuda para quem faz. Não é altruísmo.

Que venha o peru, o tender e o chester!

Feliz Natal!

>)

PS: Incrível... Nem triste eu fico mais... Isso me mostra o quanto o Natal torna as pessoas demasiadamente humanas... O Natal, a virada do ano, o dia do trabalho, o dia do índio, as segundas-feiras, as terças...

segunda-feira, 15 de dezembro de 2008

"Lembrete" ou "Sobre a minha, a sua e todas as vidas"

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"If it wasn't this... it'd be something else."

(Do filme: Tudo Acontece em Elizabethtown)
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O momento em que uma lembrança nos vem é muito parecido com o que acontece quando somos fotografados.

De repente vemos uma luz que nos cega.

Mas mesmo que não nos lembremos do momento da foto e nem exatamente do que fazíamos, o momento ficou ali, guardado. Para sempre.

Mesmo quando saímos de olhos fechados.

sábado, 13 de dezembro de 2008

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Ontem meu relógio parou de funcionar às 22:23.

Mais poético seria se fossem 22:22.

Mais poético por uma obsessão incontrolável pela simetria, pelo igual, pelo semelhante...

Mas eu merecia o 3.

Para lembrar do que é ser ímpar.

Elogio? Não.

Nesse caso só para lembrar que se divido em 2 sempre lhe falta alguma coisa para ser inteiro.

terça-feira, 9 de dezembro de 2008

Sobre as boas intenções...

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Às vezes o brilho nos olhos de alguém são lágrimas.

quarta-feira, 26 de novembro de 2008

Sobre tudo o que não sou e o nada que sou

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- Calça da Gang e uma sandália salto 15 de acrílico.

- Várias tatuagens pelo corpo e um piercing na genitália.

- Dreads coloridos na cabeça e uma sandália de couro no pé.

- Saia marrom longa, cabelo enorme amarrado feito um coque e buço mal feito.

- Tênis da nike, um short de tactel e uma garrafinha Polar de 710 mL.

- Legging branca, calcinha fio dental vermelha e top.

- Coturno preto, meia-calça arrastão preta e sobretudo preto.

- Camisa de manga comprida branca e cinto de couro com fivela grande.

- Scarpin salto 12 e vestido de cetim.

- Melissa baixa e vestido florido.


É... Falta muita coisa para eu me encaixar.

sexta-feira, 7 de novembro de 2008

A felicidade em 600 x 800 pixels

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Já viu no blog, orkut ou lugares semelhantes quando tem escrito "editar perfil"?
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Pena que não funciona na vida real...
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Mas é fato, tudo parece mais fácil com um bom flash, lápis no olho e uma franja escovada...
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"...Ah vida real... Como é que eu troco de canal?" (Engenheiros)

sexta-feira, 31 de outubro de 2008

Filosofia de TI

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Se as coisas não andam funcionando como você acha que deveria: reinicie.
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Funciona com a vida também.

Visão de mundo (provisório. todos são.)

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Cada um tem o que merece.

O que você merece não é mensurado com base no que você é.

Mas sim com base naquilo que você é capaz de abrir mão de ser.
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quarta-feira, 29 de outubro de 2008

Caetaneando

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" - Você ainda acredita no amor romântico?

- Interessante a pergunta. Você fala ainda como se um dia eu tivesse acreditado."
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Se dar conta de coisas assim demoram um pouco.
Mas quando se percebe o quão fácil é ir embora, daí se tem certeza.

terça-feira, 28 de outubro de 2008

<< Play >>

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Impressionante como o mundo virtual e cibernético tem me inspirado ultimamente...
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Sabe quando sua internet não é tão rápida e você vai assistir um filme que fica pausando?
Então...
Porque será que as pessoas precisam de tudo tão imediatamente?
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Às vezes pausar o filme faz você ver as cenas de outro jeito...

sexta-feira, 24 de outubro de 2008

Sobre o e-mail e a vida

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Não dá uma sensação de esquecimento quando você loga na sua caixa de e-mail e lê:
"Você não tem novas mensagens em sua pasta Entrada" ?

Como se estivéssemos sempre esperando algo muito importante...

É, talvez até estejamos...

Só não sabemos exatamente o quê.

Talvez as respostas estejam na pasta de mensagens enviadas.

quinta-feira, 9 de outubro de 2008

Spam

Todos os problemas da vida são resolvidos pelos spans.

Aprende-se como chegar ao orgasmo.
Aumenta-se pênis, ereções e afins.
Pode-se acabar com multas de trânsito.
Aprende-se como passar em concurso público.
Aprende-se milhares de receitas culinárias.
Isso e muito mais.

E a gente joga tudo no lixo.

Depois reclamamos que a vida é difícil... Tsc, tsc, tsc...

A verdade é que nós não nos apegamos às oportunidades!

sábado, 4 de outubro de 2008

Sobre o que deveria, o que queria e o que fiz

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Deveria estar pensando em como mudar o mundo ou coisa parecida.

Queria até escrever sobre as atrocidades da vida, sobre a economia em crise, sobre os direitos dos animais, sobre reações feministas à um mundo machista e temas afins.

Mas prefiro continuar escrevendo sobre coisas pequenininhas tão importantes pra mim, sobre mim, sobre o que acho sobre ser e sentir o que eu sinto.

Acabou.

quinta-feira, 2 de outubro de 2008

=)

Acho que estava procurando a coisa errada no mundo.

Queria uma subjetividade generalizada, globalizada, de todos.

Só achei a preocupação com aquecimento global.

Tirando isso, não havia mais calor nenhum.

quinta-feira, 24 de julho de 2008

Jogo de palavras

Há muito tempo escreveria sobre arte e artifício, mas esqueci a diferença...
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Doido, doer, dor, doído, dar...
...
Para mim faz sentido...
...
O doido foi assim chamado por dar-se
Dar-se doeu
Daí o doido ficou doído
E só a dor permaneceu
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E assim vai.

segunda-feira, 19 de maio de 2008

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A vida é feita de escolhas e a primeira delas é escolher viver, a segunda é como viver.
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Não acho que existam escolhas erradas. Diferentes escolhas levam a caminhos diferentes, e só.
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Mesmo escolher não escolher, e fingir que deixa tudo ao acaso, é uma escolha. E diria que é uma escolha razoável: para todo caso a culpa é do destino. Mas no fundo, foi uma escolha. Sorte que nem todos pensamos a fundo tudo, e fica elas por elas.
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Não que eu ache que a vida é só o alegre ou o triste, felizmente ou infelizmente as coisas não são simples assim. Mas escolher a tristeza, não é uma tragédia, só leva a um caminho diferente.
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Quando se está com os olhos cheios de lágrimas, tudo fica meio turvo e brilhante ao mesmo tempo. E é assim que prefiro continuar enxergando a vida: distorcida e com um brilho bonito.
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É só uma espécie de aspiração à poesia-de-beira-de-esquina.
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"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
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E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
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E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."
Fernando Pessoa

quarta-feira, 14 de maio de 2008

"Só não aprendi a perder..."

A coisa de que tudo no fim tudo fica bem é mentira.
Nada fica bem no fim.
E falo com um tom de morbidez, mas sem muita tristeza, pelo menos nesse momento.
É mais melancolia. Depois de ouvir pelo menos umas 9 vezes "Love in the afternoon".
A maioria das pessoas sempre se preocupa com um final feliz.
A maioria delas não se dá conta que tiveram um começo feliz. Mas daí já não conta.

Acabou.
E nada ficou bem.

segunda-feira, 28 de abril de 2008

Patchwork



...Quando se tem pedaços avulsos, eles fazem sentido. Mas ainda são só pedaços avulsos. Só explicam uma parte, uma partezinha das coisas.

Quando se junta alguns poucos pedaços avulsos, eles ficam confusos. Parece que não combinam.

Mas quando se juntam todos os pedaços, aí sim, fica bonito.



Pena que uma vida só não é suficiente pra ver o resultado.

Talvez seja por isso a eterna sensação de incompletude.
E a gente continua costurando...


terça-feira, 22 de abril de 2008

?

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Complicado:

Não saber se o que se é (ou acha que é) é o que realmente você é, ou é o que fizeram de você.
Como saber se nem se lembra o que se foi?

Quase um "ser ou não ser".
Mas Shakespeare tinha mais classe.

quinta-feira, 17 de abril de 2008

\,,/

Sitting on the bed
Or lying wide awake.
There's demons in my head
And it's more than I can take.
I think I'm on a roll
But I think it's kind weak.
Saying all I know is
I gotta get away from me
I gotta get away from me
I gotta get away from me
I gotta get away from me...

sexta-feira, 4 de abril de 2008

Bodas de prata

25 posts.

Tem pelo menos 5 rascunhos de mensagens no meu celular.
Pedaços de pensamentos meus e de outras pessoas.
Pra quê?
Sei lá.
Descobri que assim como todo o resto (ou o resto que é todo), a minha existência não é teleológica.

Sad but true.

terça-feira, 25 de março de 2008

O quase sobre o que eu não sou

Estive pensando em fazer outro blog, com outro nome...
É que pensei em nome um mais criativo, que tem a ver com um personagem de livro, que tem uma música... Enfim... Não importa muito agora.
O fato é que não é o nome sabe, é o que vem com ele.
Adjetivos ligados ao nome que eu queria que fossem ligados a mim.
Mas acho muita pretensão achar muita coisa a meu respeito.
Existe uma coisa chamada sensibilidade receptiva, uma característica predominantemente feminina. É tipo sentir o sentimento dos outros. Acho que a coisa da música tem a ver com isso. Eu acho.

"Eu que não sou fi de passarim, de vento nem de avião
Não posso viver assim sem tirar os pés do chão
Deixando escorrer de mim tudo que for emoção
Se eu não posso bater asas que bata meu coração"

quinta-feira, 28 de fevereiro de 2008



Cheio de nada.

Prestes a estourar.

Se estoura o barulho é grande... Só o barulho.

O nada vai se perder no tudo, o vazio maior.

Só vai restar pedaços do que um dia foi, alguma coisa.

sexta-feira, 22 de fevereiro de 2008

A demora

"Tudo está bem,
quando acaba bem."
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William Shakespeare
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E tudo parece tão infinito...

quinta-feira, 21 de fevereiro de 2008

Não funciona


..
Há tristeza e desespero em todos os olhos. Mesmo no escuro, de vendas, dá pra sentir o os corações gelados.
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Não há nada que eu possa fazer pra não ouvir. Até os gritos silenciosos são ensurdecedores. Alguém precisa escutar.
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Até as palavras não ditas podem ser distorcidas.
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"Não veja o mal,
Não ouça o mal,
Não fale o mal."

segunda-feira, 18 de fevereiro de 2008

Confusão editada

Algumas aulas de metodologia científica ficam impregnadas na consciência...
Um texto não deve conter mais de 10% de citações diretas. Uma pena.
Tantas pessoas pensaram coisas formidáveis e a gente não pode difundir a torto e direito... Enfim...
Felizmente este não é um artigo científico.
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Segundo Heinz Kohut existe um tipo de comportamento chamado "ambições quanto a seus ideais". Budrillard explica isso da seguinte forma: "As pessoas, havendo idealizado suas ambições, querem impor seus ideais a outrem. Havendo criado uma simulação do mundo, querem, então, impor essa simulação ao próprio mundo."
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Na minha humilde opinião nada que é imposto é totalmente eficiente. Não funciona.
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A maioria das pessoas tem uma visão dicotômica, bipolar do mundo, da vida, de tudo.
Eu sou partidária do "multi": multicausalidades, multiplicidades... Enfim.
Acho muito ruim essa coisa de ver o mundo só em preto ou branco.
Não acho que tenhamos que ter ou uma coisa ou outra. Fazer escolhas onde só se consideram duas opções é simplista demais.
Não estou dizendo que ver o mundo de uma forma "bi", bipolar, seja errado. EU só acho ruim.
Pra mim sempre existem outros vários caminhos. Que também não necessariamente sejam melhores ou piores. São apenas outros caminhos.
O fato é que sempre vamos ter que escolher coisas. E ao escolher uma, se nega as possibilidades das outras. Mas ver as coisas como sempre opostos reduz muitas possibilidades.
Não gosto de fazer escolhas dicotômicas. Prefiro ter múltiplas escolhas e transitar entre elas sempre que achar necessário.
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Em uma bifurcação sempre existem pelo menos mais dois lados. Mesmo que sejam abismos, ainda assim são outras possibilidades.
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A propósito não faço idéia de quem sejam os autores que citei. =)

quarta-feira, 13 de fevereiro de 2008

Pensamento pela metade

Primeira coisa que deve ficar claro: esse post não é exatamente um post... É um semi-post.
Sabe quando você pensa coisas que parecem ser bem bacanas e daí quando você resolve escrever você esquece da metade e fica tudo com um "meio-sentido"? Esse post é assim.
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Faz um bom tempo que quero escrever sobre "contrafactualidade" mas não consigo. E acho que explicar (pelo menos do ponto de vista da História enquanto ciência) não faria muito sentido. Aliás, faria, mas daí eu ia "perder" um assunto...
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Esse post tem a ver com contrafactualidades. Mas não tem muitas explicações, apesar de estar cheio delas. E cuidado com a interpretação dessa última frase. "Cheio" tem muitos sentidos.
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Estou lendo um livro, que não interessa o nome porque não tem nada a ver com o post, e daí uma frase, da qual vou retirar só duas passagens, me fizeram pensar.
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E o que eu pensei também não interessa, pelo menos não agora. Só queria registrar as frases aqui:
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"(...)impomos ao passado nossas explicações atuais... Ao mesmo tempo cerceamos o futuro ao lhe impor o presente."

terça-feira, 5 de fevereiro de 2008

Insônia forçada

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De madrugada quando começa a se ouvir o que não se quer ouvir a única saída e tapar os ouvidos...
Não exatamente pra deixar de ouvir o que se passa, mas pra escutar o som das batidas do próprio coração e fingir que se está só no mundo...
Nunca se tem noção do que significa o sofrimento alheio...
Melhor sentir aquele que é só seu.

quinta-feira, 31 de janeiro de 2008

...


Quando se está no olho de um furacão, o vento não te leva, ou pelo menos se tem a sensação de estar inerte. Inerte demais.
Não se ouve nada claramente, são muitos sons juntos... Gritos de socorro, corações se quebrando...

E o que se vê é tudo rodopiando em um mar de agonia sem fim...
O problema maior é que tentar resgatar alguém é arriscado...

O mar de agonia pode te engolir...

É tudo muito perturbador... Mesmo parado os pedaços daquilo que voa ao seu redor te machucam...

Furacões passam rápido, mas o estrago é enorme. Nunca se esquece.

Ficar parado e assistir ao exímio espetáculo de sofrimento é só mais uma forma de cair em agonia...

Mas esse mar é calmo, não te engole esfomeado... Você se afoga aos poucos.

segunda-feira, 28 de janeiro de 2008

O lixo


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Faz bem jogar certas coisas no lixo.

E na verdade fazer isso não é tão fácil como parece.

É que a maioria das coisas guardadas tem algum tipo de significado bom.

Faz bem jogar coisas más no lixo.

E na verdade fazer isso também não é tão fácil como parece.

É que a maioria das coisas guardadas, inclusive as más, tem algum tipo de significado bom.

O problema está em tentar reciclar.

É que a maioria das coisas guardadas, as boas e as ruins que tem algum tipo de significado bom, quando recicladas não voltam a ser como antes. Nem boas nem ruins.

São outras coisas.
Que talvez venham a se tornar coisas a serem guardadas, que tem algum tipo de significado bom, inclusive as más.


segunda-feira, 21 de janeiro de 2008

Chuva de verão


A chuva de verão vem exatamente quando o Sol está brilhando e você acha que está tudo bem.
De repente escurece, fica frio e chove.

Quando se chora embaixo da chuva sempre se sabe o que é lágrima e o que não é...

E sabe quando se chora tanto que se começa a soluçar e perdemos o fôlego? Temos que puxar o ar no intuito de preencher o vazio deixado por um pedaço arrancado apesar de toda a ventania lá fora...

Espero que na vida seja como com as chuvas de verão que vem não se sabe de onde e duram pouco...


Espero que nunca mais volte...

domingo, 20 de janeiro de 2008

Pra você...

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"Tem coisas na minha vida que eu vou sentir falta, mas vou sentir mais de você..."


Não lembro onde eu ouvi isso... Mas acho que foi em um desses seriados de domingo que passam no SBT. Escrevi no meu celular e deixei nos rascunhos...
Não sei bem porque não te mandei imediatamente, mas agora queria que você soubesse.
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Te amo mais que tudo nessa vida...

terça-feira, 15 de janeiro de 2008

Insistência

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Quando o dia está amanhecendo, quando a noite começa a clarear, fica muito frio.
Parece que com tudo é assim.
O frio tenta fazer o dia desistir de amanhecer.
Não adianta. Os dias amanhecem sempre, e sempre faz frio.
Nunca acaba.

segunda-feira, 14 de janeiro de 2008

Baseado em fatos reais II

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Tem horas que por algum motivo a chama da vela fica forte. E por isso passa a consumir rápido tudo o que existe para ser queimado.
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Mas às vezes a cera da vela não some rápido. Por causa da chama forte, a cera fica líquida antes de sumir.
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E daí tudo aquilo que a chama antes consumira passa a consumir ela própria.
E a chama se torna fraca, fica um azul bonito...
Mas impede que se veja claramente o que tem na frente.

sexta-feira, 11 de janeiro de 2008

O ano "novo"

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E enfim chegou o Ano Novo. Diria que é um período meio confuso, bom e ruim ao mesmo tempo.
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A parte boa é que afinal um ano acabou (e com ele as festas!) e daí você pensa: Tenho o ano inteiro pra fazer isso e aquilo!
Sabe, o que ninguém percebe é que é exatamente nesse pensamento que mora o perigo... Você fica até março pensando a mesma coisa e quando vê, já se passou um tempão e você não fez nada. E isso faz parte já do lado ruim.
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E não bastasse isso ainda tem a coisa das "resoluções de ano novo". Quando você começa o ano, protelando, nem que seja por um ou dois dias aquilo que tinha planejado fazer você já está descumprindo suas resoluções. E não sei pra maioria das pessoas, mas eu fico com um sentimento de culpa enorme.
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Esse ano eu não pensei em metas pra esse ano. O que no fim das contas é bem ruim. Daí em ter uma resolução: ter resoluções. E a minha segunda resolução é: cumprir as resoluções.
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O fato é que não comecei bem. Repentinamente eu decido por algumas coisas mas depois a falta de ânimo é tamanha que desisto antes de começar. Sabe qual é o problema? Medo de não conseguir. Não é lá uma atitude honrosa mas é bem humana.
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O Ano Novo me traz tantas reflexões ruins quanto o fim do ano. Chego a conclusão que o ano devia se resumir entre os meses de março e outubro.
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Os anos nada têm de novos ou de fins. É tudo a mesma coisa sempre. Só o que muda são os números... Os números da data, da nossa idade, das resoluções não cumpridas...

quarta-feira, 9 de janeiro de 2008

Baseado em fatos reais

A chama da minha vela sempre se apaga. Sempre.
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Talvez seja uma vela ruim ou talvez o vento seja forte demais.
Talvez seja uma chama fraca ou talvez só falte oxigênio.
Talvez seja tudo isso junto. Talvez não.
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Só sei que é desanimador. Mais fácil deixar a vela apagada.

terça-feira, 8 de janeiro de 2008

Tarde de domingo

E tudo começou com o pensamento sobre despedida, abandono e depois veio a caneta em vez do lápis, a agenda, o bloquinho e o Word, o fim e o começo (do caderno e outras coisas).
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Já faz um tempo que não escrevo (em lugar nenhum). E isso até fazia parte dos meus planos, mas acho que adiantei demais o processo. A meta inicial era conseguir escrever (na minha "agenda") todos os dias (em 2007). Não aconteceu. E aqui entraria a parte de "resoluções de ano novo", mas deixa isso prá lá.
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Foi no fim do ano passado que pensei em parar de escrever na minha agenda; e acho até que já comentei algo do tipo aqui. Por algum motivo eu sempre registrava (mais) as coisas ruins. Isso não seria exatamente um problema se eu não ficasse remoendo as coisas. E também acho (é na verdade uma questão de admitir) que havia más intenções em sempre lembrar as coisas ruins... Enfim.
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A despedida
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Uma vez, escutando Legião Urbana, meu namorado me disse que segundo o Renato Russo todas as músicas são sobre despedidas.
Acho que na verdade tudo acaba sendo.
Escrever em diários, agendas, bloquinhos, blogs ou seja lá o que for é só uma forma de se despedir com certo saudosismo daquilo que aconteceu. E é também uma tentativa de se despedir de um certo vazio que ronda a existência.
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O abandono
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Parar de escrever me traz uma sensação enorme de abandono.
Abandono de um projeto, e abandono de um pouco de vida.
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Espero ter boas experiências, inesquecíveis, que me mostrem algum sentido nas coisas, dessa forma não permitindo que eu me lamente por ter parado de escrever.
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A caneta e o lápis
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Lembro de começar a fazer registros em agenda desde os meus 16 anos. Mas era bem esporádico.
O engraçado é que as coisas que possivelmente pudesse me trazer algum desconforto, vergonha ou qualquer coisa do tipo eu preferia escrever à lápis. É mais fácil de apagar e momentaneamente fingir que não aconteceu.
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A coisa da caneta em vez do lápis tem a ver com não deixar as coisas se esvaecerem... Quando se erra alguma coisa e está se escrevendo à caneta, mesmo que passemos um risco por cima, ou até um corretivo, não tem como esconder que antes havia outra coisa.
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A agenda, o bloquinho e o Word
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Quando comecei a escrever eu usava as minhas agendas. Um movimento bem metódico mesmo. Escrever sobre o que aconteceu durante o dia. Nunca tive muito pudor quanto à minha agenda, até mostrei pra uma pessoa. ^^
O fato é que passei a me sentir obrigada a escrever. Não no sentido pejorativo, mas sentia necessidade de escrever, tinha medo de esquecer as coisas que aconteceram. Daí por ser mais rápido comecei a escrever no Word. Mas revendo esse processo, acho que ficou mecanizado e até mesmo impessoal demais.
O bloquinho entrou na metade do caminho. Só escrevia/escrevo nele quando estou bem triste. A parte técnica da história, os motivos, tudo ficava registrado na agenda. No bloquinho ficam registrados pensamentos soltos, que não fazem muito sentido. Pedacinhos de tristeza.
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O fim e o começo
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Esse post não nasceu bem como um post. Estava aflita e queria escrever... Daí peguei um caderno e uma caneta e comecei a escrever.
E o engraçado que foi por conta disso que me veio a cabeça a coisa da caneta, da agenda, e do fim e começo.
Num lapso meio desesperado pensei em começar a escrever do fim do caderno para o início. Só um pensamento meio maluco de tentar correr contra o tempo. Enfim. Acho que não daria muito resultado. Comecei a escrever do começo.
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Acho que eu sempre escrevo coisas sem sentido, mas até agora esse foi o mais confuso dos posts. Foi só o resultado de uma tarde de domingo solitária.