segunda-feira, 19 de maio de 2008

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A vida é feita de escolhas e a primeira delas é escolher viver, a segunda é como viver.
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Não acho que existam escolhas erradas. Diferentes escolhas levam a caminhos diferentes, e só.
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Mesmo escolher não escolher, e fingir que deixa tudo ao acaso, é uma escolha. E diria que é uma escolha razoável: para todo caso a culpa é do destino. Mas no fundo, foi uma escolha. Sorte que nem todos pensamos a fundo tudo, e fica elas por elas.
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Não que eu ache que a vida é só o alegre ou o triste, felizmente ou infelizmente as coisas não são simples assim. Mas escolher a tristeza, não é uma tragédia, só leva a um caminho diferente.
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Quando se está com os olhos cheios de lágrimas, tudo fica meio turvo e brilhante ao mesmo tempo. E é assim que prefiro continuar enxergando a vida: distorcida e com um brilho bonito.
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É só uma espécie de aspiração à poesia-de-beira-de-esquina.
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"O poeta é um fingidor.
Finge tão completamente
Que chega a fingir que é dor
A dor que deveras sente.
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E os que lêem o que escreve,
Na dor lida sentem bem,
Não as duas que ele teve,
Mas só a que eles não têm.
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E assim nas calhas de roda
Gira, a entreter a razão,
Esse comboio de corda
Que se chama coração."
Fernando Pessoa

quarta-feira, 14 de maio de 2008

"Só não aprendi a perder..."

A coisa de que tudo no fim tudo fica bem é mentira.
Nada fica bem no fim.
E falo com um tom de morbidez, mas sem muita tristeza, pelo menos nesse momento.
É mais melancolia. Depois de ouvir pelo menos umas 9 vezes "Love in the afternoon".
A maioria das pessoas sempre se preocupa com um final feliz.
A maioria delas não se dá conta que tiveram um começo feliz. Mas daí já não conta.

Acabou.
E nada ficou bem.