sábado, 31 de outubro de 2009

Requiem à um sem coração

Ontem foi um dia em que o seu ficou negro e não choveu.

Só agora pude entender porque você andava com o nariz empinado e o peito estufado: você era grande demais para caber em si, não é?

Grande demais para ficar aqui.

E você me avisou que foi embora, que agora poderia ser grande como sempre foi. Eu sei que avisou.

Ontem foi um dia em que o céu ficou negro e não choveu. E não choveria.

Você não deixaria cair uma lágrima do céu, não é? É o que eu esperaria de um "sem coração."

Mas não é verdade.

Você só deixou todas as lágrimas para eu chorar.

Vou sentir sua falta para sempre. E eu sei que você sabe disso.

Você sabe de tudo não é? Sempre soube.


.:À Samuel Luiz Souza Oliveira 22/04/1985 - 01/08/2009:.



Sua foto sorrindo sumiu para me avisar que eu devo deixar você ir, não é? Era só para me dizer que você está bem.

terça-feira, 27 de outubro de 2009

É só que eu (também) estou me sentindo meio Nelson Rodrigues.

...

E quem já não se sentiu?
...

sou do tempo em que as atrizes tinham alma
sou do tempo em que farmácia só vendia remédio
sou do tempo em que jornal de domingo se lia no domingo
sou do tempo em que até os canalhas choravam
sou do tempo em que os ladrões eram elegantes
sou do tempo em que até os automóveis davam bom dia

("Meu nome é Nelson Rodrigues" - Zeca Baleiro)

segunda-feira, 26 de outubro de 2009


Tenho sofrido de "presque vu".

sábado, 24 de outubro de 2009

Sobre o mundo

A cada dia me convenço mais das minhas próprias idéias...

Triste realidade.

Obs.: não tenho tido mais epifanias. Agora trabalho mais sobre hipóteses antigas.

segunda-feira, 19 de outubro de 2009

run, baby, run

"Retrovisor é passado
É de vez em quando... do meu lado
Nunca é na frente"
(TM)


_e como um espelho, refletiu exatamente o que pensei. não ficou ao contrário_

sábado, 17 de outubro de 2009

Eu e o blog

Não escrever é como desobedecer uma ordem. Só não se sabe de quem.

"Nova postagem"


Parece meio autoritário, e deixa tudo para trás.

quarta-feira, 14 de outubro de 2009

E eu, logo eu, ainda me pego pensando sobre o porquê as pessoas escrevem, porque elas tem tanta necessidade de falar de si, ou só de falar...





Talvez seja porque (ainda) existem pessoas para ler.